Existem duas condições importantes a considerar na indústria da construção naval e de offshore. Por um lado, o facto de se tratar de construções de grande porte e por outro, os ambientes agressivos a que são submetidas, como por exemplo a água salgada. Por isso são utilizados inúmeros processos para preparar os elementos que irão integrar este tipo de construção.
Vários materiais são cortados pelos processos de oxi-corte, plasma ou até mesmo por laser, dependendo sempre do tipo de material e da preparação da zona de soldadura exigida. Para a ligação de elementos podem escolher-se os processos de arco eléctrico TIG, MIG, MAG,plasma, bem como o processo autogénio de soldadura oxigás. Também aqui os processos dependem do tipo do material e das condições da soldadura. Embora a construção naval signifique essencialmente construções pesadas, a soldadura a laser tem cada vez mais aplicações nesta indústria, nomeadamente a soldadura a laser do convés e de vigas.
No fabrico do casco de um navio, perde-se entre 40 e 50 por cento do tempo para eliminar empenos. O processo autogénio de desempeno por chama é a melhor ferramenta para a remoção efectiva de empenos. Se este processo for feito com a experiência e o equipamento adequado, reduzem-se significativamente os custos, corrigindo empenos em vez de fabricar elementos novos.
A descarnagem, um outro processo autogénio, é utilizada para eliminar defeitos no cordão de soldadura antes de proceder à nova soldadura. Por outro lado, a decapagem por chama, só é utilizada nas superfícies e serve para retirar camadas de ferrugem, tinta ou gordura de grandes áreas.

A protecção dos elementos contra o desgaste e a corrosão é conseguida frequentemente através da aplicação de novas camadas de revestimento na superfície. Estas podem ser feitas por um processo de soldadura ou por spray térmico. Servem também para proteger o cordão de soldadura.